A empresa Dos Grados está a investir 3,1 milhões de euros na construção de um sistema de armazenamento de baterias na Central Solar Fotovoltaica do Fundão, financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência. O sistema deverá entrar em funcionamento em julho e reforça a robustez da rede elétrica portuguesa.
“Este sistema de armazenamento não só melhora a eficiência da Central Solar de Fundão, como também fornece serviços essenciais ao sistema elétrico nacional, garantindo um fornecimento de energia renovável mais estável e flexível”, afirma Luis Palacios, administrador da Dos Grados.
O projeto consiste na instalação de baterias de iões de lítio com 42,3 MW de potência e 80,49 MWh de capacidade, permitindo armazenar energia renovável e injetá-la na rede conforme necessário, garantindo “um fornecimento elétrico seguro, estável e eficiente”. Estes sistemas “são concebidos para equilibrar a oferta e a procura, fornecer energia de reserva e aumentar a eficiência e a fiabilidade da rede elétrica” e podem ser usados “desde as residências à indústria e são essenciais para a integração de fontes de energia renováveis, como a solar, neste caso, mas também a eólica, na rede”.
“O armazenamento do Fundão será desenvolvido seguindo os princípios de não causar prejuízo significativo aos objetivos ambientais da União Europeia, incorporando boas práticas em utilização eficiente de recursos, economia circular e gestão responsável de resíduos”, acrescenta a empresa.
A Dos Grados destaca que o financiamento público “viabiliza economicamente o projeto e maximiza os seus benefícios ambientais, em linha com os objetivos de descarbonização e transição energética europeus” e refere que o PRR permite “acelerar investimentos-chave para a transição energética, gerando benefícios coletivos a longo prazo”.
A Central Solar do Fundão, um investimento total de 90 milhões de euros, ocupa 192 hectares, com 190 mil painéis solares e 126,5 MW de capacidade instalada. Produz 215 GWh por ano, suficiente para abastecer 61.429 agregados familiares, e evita a emissão de 825.372 toneladas de CO2, equivalente ao carbono capturado por 13.926 hectares de floresta. O projeto, iniciado em 2023, garante ainda 111 postos de trabalho ao longo dos 30 anos de exploração.
Com esta expansão, o PRR reforça o seu papel como motor de projetos estratégicos, acelerando a transição energética e fortalecendo a resiliência da rede elétrica nacional.

Fonte: dosgradoscapital.com