Plano de Recuperação e Resiliência – Recuperar Portugal

Metrobus liga Praça do Império à Casa da Música já este sábado com apoio PRR

Investimento de 76 milhões de euros transforma quatro quilómetros da Avenida da Boavista num corredor sustentável, com autocarros a hidrogénio e meta de 10 milhões de passageiros por ano, com o apoio do PRR.

A cidade do Porto dá este fim de semana um passo firme na transição climática com o arranque experimental do metrobus entre a Praça do Império e a Casa da Música. O novo serviço, financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência, entra em circulação gratuita durante um mês, antes do início formal da operação a 1 de abril.

Com um investimento global de 76 milhões de euros, assegurado pelo PRR, pelo Fundo Ambiental e pelo Orçamento do Estado, o projeto promete gerar 78 milhões de euros em benefícios ambientais e socioeconómicos, segundo a Metro do Porto, com a clara ambição de reduzir emissões, melhorar tempos de deslocação e reforçar a atratividade do transporte público numa das avenidas mais movimentadas da cidade.

Ao longo de quatro quilómetros, o metrobus percorre a Avenida da Boavista em canal dedicado, com paragens na Praça do Império, João de Barros, Serralves, Pinheiro Manso, Bessa, Guerra Junqueiro e Casa da Música. O tempo médio estimado entre os extremos é de 12 minutos.

Nesta primeira fase, estarão em operação até cinco veículos (três aos fins de semana), cada um com capacidade para 130 passageiros. Os autocarros BRT (Bus Rapid Transit) movidos a hidrogénio serão abastecidos na antiga estação de recolha da Sociedade de Transportes Coletivos do Porto, em São Roque da Lameira. A empresa formou 21 motoristas especificamente para esta nova tipologia de condução.

Durante o período experimental, a STCP e a Metro do Porto vão testar frequências, validar tempos de viagem e avaliar níveis reais de procura. A expectativa aponta para cerca de 10 milhões de utilizações anuais.

A segunda fase do projeto prevê a extensão da linha até à Avenida Marechal Gomes da Costa e à rotunda da Anémona, consolidando o eixo ocidental como corredor estruturante de mobilidade sustentável.

Mais do que uma nova ligação, o metrobus afirma-se como símbolo da aplicação concreta do PRR na vida dos cidadãos,oferecendo uma alternativa credível ao transporte individual mais rápida e sustentável.

Fonte:CM Porto

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