Projeto financiado pelo PRR, reforça economia circular no Alentejo com nova central de triagem e modernização tecnológica.
A Resialentejo deu um passo decisivo na modernização do tratamento de resíduos urbanos ao concretizar um investimento superior a seis milhões de euros, com forte apoio do Plano de Recuperação e Resiliência, numa operação alinhada com a aposta nacional na bioeconomia sustentável e na economia circular.
A iniciativa reforça significativamente a capacidade de processamento e valorização de resíduos na região, posicionando a entidade como peça-chave na transição para modelos mais eficientes e ambientalmente responsáveis.
Este investimento enquadra-se na Componente C12 – Bioeconomia Sustentável do PRR e responde diretamente à orientação para a promoção da economia circular e melhoria da gestão de resíduos. Na prática, traduz-se num conjunto de intervenções estruturantes que incluem a construção de uma nova Central de Triagem de Embalagens e a modernização da já existente Central de Tratamento Mecânico e Biológico, elevando o desempenho global do sistema.
Com estas melhorias, a Resialentejo passa a dispor de maior capacidade para transformar resíduos urbanos em materiais reutilizáveis, permitindo a sua reintrodução em cadeias produtivas e contribuindo para a valorização económica dos mesmos. Espaço também para a introdução de tecnologias mais avançadas e processos operacionais mais eficientes, que aumentam a eficácia do tratamento, reduzem custos e melhoram a resposta às necessidades da população servida.
Outro dos impactos mais relevantes do projeto está na diminuição do volume de resíduos enviados diretamente para aterro, um dos principais desafios ambientais do setor. Ao reduzir essa dependência, a operação contribui para o cumprimento das metas ambientais nacionais e europeias, ao mesmo tempo que promove um modelo mais sustentável e circular.
A entidade sublinha que este reforço de capacidade faz parte de uma estratégia contínua de inovação e otimização do sistema de gestão de resíduos, com foco na valorização de materiais, na redução do impacto ambiental e na melhoria da qualidade do serviço prestado. Desde a sua criação em 2004, a Resialentejo tem vindo a consolidar o seu papel na gestão de resíduos urbanos em oito concelhos do Baixo Alentejo, abrangendo mais de 86 mil habitantes e tratando cerca de 50 mil toneladas de resíduos por ano numa vasta área territorial.
Com o impulso do PRR, a Resialentejo reforça o seu contributo para um futuro mais sustentável, demonstrando como o investimento público pode acelerar a transformação ambiental e económica dos territórios.

Fonte: resialentejo.pt