Investimento de 2,3 milhões financiado pelo PRR transforma Faculdade de Ciências da Saúde num edifício quase neutro em carbono e reforça autonomia energética do campus.
A Universidade da Beira Interior (UBI) deu um passo decisivo rumo à descarbonização ao colocar em funcionamento uma nova unidade de produção de energia para autoconsumo com sistema de armazenamento, instalada na Faculdade de Ciências da Saúde. A iniciativa, financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência, reforça a modernização sustentável das instituições públicas.
A infraestrutura, inaugurada no âmbito das comemorações do 40.º aniversário da universidade, aposta na energia solar fotovoltaica como eixo central da estratégia energética do campus. Com mais de 1.300 painéis instalados e uma potência superior a 600 kW, o sistema tem capacidade para gerar cerca de 950 mil kWh por ano, contribuindo significativamente para a redução da dependência energética.
O impacto ambiental é muito expressivo, estimando-se uma diminuição anual de cerca de 268 toneladas de emissões de dióxido de carbono, o que posiciona o edifício como uma referência em eficiência energética e aproximando-o do conceito de “energia quase zero”.
Para além da produção de eletricidade limpa, o projeto integra um sistema de baterias com capacidade próxima dos 460 kWh, que permote armazenar excedentes e gerir o consumo de forma inteligente. Esta solução possibilita, por exemplo, utilizar energia acumulada em períodos de maior custo ou carregar as baterias em horários de tarifa mais baixa, aumentando a eficiência global.
A instalação ocupa uma área de aproximadamente 2.700 metros quadrados no parque de estacionamento da faculdade, proporcionando simultaneamente sombreamento para viaturas, uma solução que alia funcionalidade e sustentabilidade.
Com um investimento superior a 2,3 milhões de euros, o projeto enquadra-se nas medidas de eficiência energética destinadas à Administração Pública. A iniciativa evidencia como o PRR está a impulsionar a transição energética em Portugal, promovendo infraestruturas mais resilientes, sustentáveis e economicamente eficientes.
FONTE: Universidade de Aveiro




Fonte: ubi.pt