Assinatura de contrato com o GEPAC para a transição digital na cultura

Assinatura de contrato com o GEPAC para a transição digital na cultura

No âmbito da Reprogramação do PRR, teve lugar a assinatura da adenda do contrato entre a Estrutura de Missão Recuperar Portugal e o Gabinete de Estratégia Planeamento e Avaliação Culturais (GEPAC), que prevê 10 milhões para digitalizar o acervo dos Órgãos de Comunicação Social, uma nova medida do PRR, que se enquadra no investimento Redes Culturais e Transição Digital.

Na sessão de assinatura, que teve lugar no Palácio da Ajuda, a Secretária de Estado da Cultura, Isabel Cordeiro, assinala a importância da celebração deste contrato já que “efetivamente, abre mais um setor que não estava de todo coberto nesta componente [C4 – Cultura] do PRR”, e que permitirá agora “proceder à digitalização, o mesmo é dizer, à salvaguarda de arquivos históricos dos órgãos de comunicação social”.

Já a Diretora Geral do GEPAC, Dr.ª Fernanda Heitor, referiu que esta sub-medida se junta às outras 16 que o GEPAC tem para executar na área das “Redes culturais e Transição Digital, que têm a cobertura de quase todas as áreas da cultura”.

Fernando Alfaiate, Presidente da Estrutura de Missão Recuperar Portugal tomou a palavra e agradeceu a receção, bem como o empenho do GEPAC, dirigindo palavras de agradecimento ao Secretário de Estado do Planeamento “pelo apoio e toda a ajuda enquanto tutela da Estrutura de Missão”. Fernando Alfaiate frisa que a “Componente da cultura acaba por integrar o PRR, sendo uma natureza inovadora do ponto de vista de fundos comunitários. Era sempre um setor que não surgia do ponto de vista de eixos, componentes ou dimensões estruturantes e agora tem a sua visibilidade e, inclusivamente, externa, até curiosidade de outros Estados-membros por verem esta componente apoiada, com reflexo de valorização económica, de sustentabilidade de património.”

O Secretário de Estado do Planeamento, Eduardo Pinheiro, frisa que o “plano não foi criado só, exclusivamente, para recuperar, neste caso, o país relativamente às consequências negativas decorrentes da pandemia, mas também tornar-nos mais fortes, mais capazes, mais capacitados.” “Portanto todos estes projetos no âmbito da cultura passam precisamente essa mensagem”.

O Secretário de Estado adiantou ainda que “o PRR tem esta característica, que vamos ver se vai ficar para o futuro (…) que é devermos falar menos em despesa e em despesa certificada, mas sim em objetivos, marcos e metas e na concretização. Na verdade, aquilo que queremos no final do dia, sendo o final do dia em 2026, é que os projetos estejam todos em funcionamento e ao serviço das instituições, ao serviço das pessoas.”